terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O nosso Carnaval!

Pois é, eu bem avisei! Os disfarces para bebés são tão mas tão giros que eu não consegui escolher apenas um para a Mel usar! É o primeiro Carnaval dela, tenho desculpa, certo? Além disso, não dizem que o Carnaval são três dias? Então pronto, ela comemorou-os com uma fantasia diferente em cada dia. Mascarou-se de Vaquinha, Chinesinha e Sushi! 


Este disfarce de vaquinha encontrei na Amazon a 12€ e achei logo tão fofinho que tive mesmo que comprar! Há qualquer coisa de irresistível em bebés vestidos de animais, não é? 


Naquela viagem surreal a Londres que vos contei aqui, estávamos a passear por Chinatown quando encontrei este vestidinho. Fiquei encantada e não resisti. Ficou por 10€. A minha mãe depois encontrou numa loja dos chineses o típico guarda-chuva, em miniatura, para fazer pandam. O resultado foi este: apaixonei-me pela minha chinesinha.



Finalmente, já estava com o tema do Carnaval arrumado quando encontrei a ideia de bebé Sushi na internet. Como é que uma mãe resiste?! Achei super original e fácil de fazer. Peguei num body branco da Mel, fui comprar feltro à loja dos chineses e pus mãos à obra. E voilá: uma Mel sushi. E ficou com outro significado por ter sido feito por mim :)

E os vossos filhotes, de que se mascararam no Carnaval? 

Rita


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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Mel, a devoradora de livros

Sempre adorei ler, desde pequenina, desde que me lembro. Há qualquer coisa de mágico nos livros. Podemos viver uma fantasia só nossa, viajar no tempo e aprender. Podemos aprender muito com os livros. O Mr. Right partilha este mesmo gosto pela leitura e é esse sentimento que queremos transmitir à Mel. 

Imaginem só a nossa alegria quando descobrimos estes livros para bebés! São livros pequenos, com histórias curtas e bonecos grandes e coloridos. A melhor parte? Têm um chocalho e um mordedor!


Claro que a parte preferida da Mel é essa mesmo que vocês estão a pensar - o chocalho e o mordedor - mas também lhe lemos as historinhas e mostramos-lhe as cores e os desenhos. Ela gosta de coisas coloridas e já vai fixando o olhar muito atenta. Eu fiquei deliciada e ela devorou-os (literalmente!). 



Onde é que podem encontrá-los?! Os livros pertencem a uma coleção de quatro - Pequeno Panda, Pequeno Pinguim, Pequena Ovelha e Pequeno Gato - da YoyoBooks e podem encontrá-los aqui no website ou aqui na página de facebook! 

Nós e a Mel devoradora de livros desejamo-vos boas leituras! 

Rita


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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Hora de brincar!


Cada vez mais a Mel quer mexer, tocar e experimentar. Conhecer, puxar e explorar. Tenho em casa uma pequena Álvares Cabral! Tanto eu como o pai procuramos interagir com ela e estimulá-la. Porquê? Primeiro fortalece a nossa relação com ela, pois passamos tempo juntos e divertimo-nos os três. Segundo, as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da Mel e isso é muito importante, para ela e para nós. 

A Mel tem alguns brinquedos que escolhemos a pensar desta forma, mas hoje mostro-vos a Casinha. Como é que funciona? Ora então a Mel deixa cair a bolinha no buraco da caixa. A bola vai rolar para fora da caixa e aparecer na bandeja, permitindo à Mel ver que a bola não desaparece simplesmente. Durante a brincadeira, ela pratica movimentos precisos da mão, enquanto a informação é enviada para o cérebro. 


Ela fica toda contente a ver a bolinha cor-de-rosa a aparecer e só quer pegar nela outra vez! 




Mas não nos ficamos por aqui!! “E brinquedos para os mais crescidos?”, perguntam vocês. Ora agora vem a melhor parte! Estou ansiosa que a Mel cresça para brincar com estas delícias:



Apertar os botões da camisa é uma ação do dia-a-dia de uma criança mas muitas vezes é ajudada pelos pais. Estas camisas super giras vêm ajudar os miúdos a treinar para ficarem independentes na hora de vestir a roupa.





Tal como o anterior, quantos meninos não pedem ajuda para apertar os sapatos? Com este sapato de madeira, que tem mais ou menos o tamanho do pé de uma criança, é divertido aprender a apertar o atacador! Se a criança for pequenina, pode também usar o sapato para treinar os enfiamentos, ao colocar o sapato no saco.




Que cor é esta? Quantos pauzinhos há de cada cor? Vamos colocar dentro da bolsa correta? Uma forma simples, divertida e educativa de aprender as cores! 





Um brinquedo que ajuda a estudar a matemática e é super divertido! E o vosso filho pode também fazer construções (que as crianças por sinal adoram). 


Todos estes brinquedos (e muitos mais!) são da marca Up to the Sky e cada um deles procura ensinar, estimular e descobrir novas capacidades das crianças. E sabem que mais? Os brinquedos são feitos em Portugal, por uma designer, um artesão e costureiras portuguesas. 

Espreitem a página aqui e descubram estes brinquedos deliciosos!! :)  

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Todos a bordo!

Quem não adora uma aventura?
Os animais da selva decidiram fazer um passeio na pão-de-forma da Mel! A bordo vão o elefante, o leão, o macaco e a girafa! E lá vão eles prontos para uma animada viagem...





E assim passámos a nossa manhã de domingo... a contar histórias, a rir e a brincar! Nem sempre precisamos de livros para contar histórias e entreter os nossos filhotes, não é?



A aguarela foi pintada pela Raquel, da Tutu Illustration, e é a nova aquisição do quartinho da Mel! Não é amorosa? E o mais giro é que é personalizada com o nome dela, na matrícula! Espreitem a página aqui, vão ficar encantados! 

Rita

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

É Carnaval, eles não levam a mal!

Simmm, eu sei que ainda faltam uns dias para o Carnaval! Mas agora que sou mãe não consigo conter o meu entusiasmo perante esta época festiva! A verdade é que o Carnaval para mim sempre foi um dia assim-assim. Num ano mascaro-me e saio para festejar, no outro fico em casa de pijama no sofá. No entanto, desde que a Mel nasceu o caso mudou de figura. Estou ansiosamente à espera que este dia chegue só para a vestir com fatinhos super-hiper-mega-amorosengraçados (sim, acabei de criar uma palavra, acho que as circunstâncias o justificam!)

Vocês já viram bem os fatinhos que existem para bebés? Que PER-DI-ÇÃO! E para crianças? Que FO-FU-RA! Já para não falar daqueles em que nos partimos a rir! Sim, porque eu cá gosto mais dos engraçados e originais que dos típicos príncipes e princesas. Mas no Carnaval há modelos para todos os gostos e por isso deixo-vos algumas inspirações e ideias para os vossos pequenotes.

Dos bebés...


Onde está o Wally?

Artista de Circo

Amendoim

Mandrágora - Harry Potter

Ketchup e Mostarda

Velhinha

Ambientador de carro

Personagem do filme Up

...aos miúdos...

Cruella de Vil e o Dálmata

Personagens da série Breaking Bad

Juntem os feijões, salsicha e tomate e está feito o
pequeno-almoço inglês

ET phone home

Alice do País das Maravilhas

Eduardo mãos de tesoura e a Rainha de Copas

Não são o máximo? Estou ansiosa para mascarar a Mel, vai ser o primeiro Carnaval dela! Difícil vai ser escolher só uma fantasia ahahah. E vocês, de que vão mascarar os vossos filhotes? Contem-me tudo!!

Rita

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Mel foi ao shopping com o pai

Desta vez eu não fui uma das protagonistas, mas estou cá para vos contar o episódio. Não, não foi a primeira vez que a Mel foi ao shopping. Já tínhamos ido algumas vezes e é com muito orgulho que vos conto que sempre que entramos no dito cujo, ela esboça um grande sorriso (linda da mamã! Nunca mais cresces para irmos às compras!).

Pois então o Mr. Right tinha uns recados para tratar e foi com ela ao shopping. Nas filas, usou e abusou da miúda para ter prioridade (isto da nova lei é um mimo e dá mesmo jeito quando eles estão birrentos e de mau humor).

Estavam os dois à espera numa loja, enquanto eram atendidos, quando se aproxima uma senhora e se dirige à Mel:

“Olááá! Onde está a mamã? A mamã? Onde está a tua mamã? A tua mamã?” isto dito umas vinte vezes, ignorando completamente a presença do pai.

“A mãe morreu”

AHAHAHAHAHAH disseste isso à senhora? – pergunto eu a rir-me às gargalhadas

Não, mas estive quase quase para dizer. Imagina que era pai solteiro, ou até mesmo viúvo, tem algum jeito a senhora fazer aquela cena quando estou sozinho com a bebé? – responde-me ele ao contar-me a cena –  e depois ainda se virou para mim a dizer:

“Ai que menina tão branquinha. Esta pele é tããão branca. E você até é escuro. Mas a menina é muito branca.”  

Se calhar pensou que a tinhas raptado. – disse eu




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domingo, 12 de fevereiro de 2017

A primeira sopa!

Esta semana a Mel começou a comer sopa. Eu e o Mr. Right estávamos ansiosos por esta nova fase: a introdução de novos alimentos, o comer à colher, a grande javardice... confesso que não ficou aquém das nossas expectativas!



Como não podia deixar de ser, a primeira sopa foi uma experiência com peripécias à mistura. Decidimos fazer um creme de batata e cenoura para primeira vez. Lá coloco eu os legumes no tacho, água só a cobrir os legumes e toca a cozer. A Mel começou a chorar e eu fui para a beira dela tentar animá-la. Nada podia correr mal e ela tinha que estar bem disposta! Quando já está de volta às macaquices dela, volto para o pé do fogão para encontrar um belo manjar: batata e cenoura esturricadas a la Rita. Volta a descascar a cenoura e a batata, a por outra panela ao lume e fazer uma nova sopa. Desta vez estava com mil olhos no fogão e correu tudo bem. No final passei a sopa e acrescentei o fio de azeite. Estou a mexer a sopa quando sinto um cheiro estranho. Nããããão! Tinha posto vinagre em vez de azeite (os nossos galheteiros são iguais). Toca a fazer uma TERCEIRA sopa. Daqui a bocado não tenho cenouras, pensei eu para os meus botões. E a miúda já a atingir aqueles níveis de decibéis que nos indicam que está a ficar com fome. 
Bom, à terceira foi de vez e a sopa ficou uma verdadeira delícia. Sem sal, super desenxabida, mas uma delícia. 

Claro que não podia faltar o totó para prender a cabeleira


O conjunto do unicórnio super giro da agu agu

Mel na cadeirinha e babete colocado. Pais com capacete e máscara. Estou a brincar, mas podia ser a sério). Vamos lá!!



Confesso que correu muito melhor do que qualquer um dos dois estava à espera. A Mel fez caretas que nos fizeram rir à gargalhada (até nós fizemos quando provámos a sopa) mas comeu tudo até ao fim! Em todas as refeições tem comido sempre tudo. Claro que demora o seu tempo - cerca de meia hora - deita muitas vezes a sopa para fora, mas com calma e paciência nós vamos lá. E ela também! 



E os vossos filhos, que tal se dão com a sopa? 

Rita

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Look do dia

Desde que nasceu, a Mel tem uma grande cabeleira. Sai aos pais! Não sabíamos se com o passar do tempo iria cair (muitos diziam que sim) ou se se manteria assim (eu nasci com muito cabelo e não me chegou a cair). 

Ora com uma bebé cabeluda de cinco meses em casa, quem é que resiste a fazer os mais giros penteados? Eu nããão! Ahahaha. Ela portou-se super bem durante todo o processo e o resultado é este:


Usámos um totó de cada cor, para dar aquele efeito funk super colorido.  




 Digam lá se não está deliciosa? Eu não resisti! 


Rita


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Desafio dos Cheerios

Claro que sou uma daquelas mães que adoram ver o seu lindo rebento a dormir (excepto à noite, quando a miúda finalmente cai no sono já só quero é adorar a minha almofada). No entanto, descobri uma outra forma de aproveitar este belo momento de paz e sossego: o Desafio dos Cheerios!

O meu record: 11 argolinhas

Parece que há todo um movimento na internet onde os Pais se desafiam e encarnam verdadeiros ninjas japoneses (claro que ajuda se os filhos forem hibernadores profissionais). 

Ora os passos são os seguintes:

1. Pegar numa caixa de Cheerios (vá, ou uns cereais do género)
2. Apanhar a criança a dormir que nem um anjo 
3. Empilhar o máximo de Cheerios que conseguires em cima dela
4. Tentar tirar fotografias que comprovem a façanha antes que tudo se desmorone 



Grau de dificuldade alto: duas torres


Sim, acontecem muitos momentos destes.


Digo-vos sinceramente que isto é bem mais difícil do que parece! E escusado será dizer que é impróprio para cardíacos. 

Então Pais, quem se aventura neste divertido desafio?! 

Rita

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Parto (continuação)

Já tínhamos decidido que ia ter o bebé no hospital público, e então lá fomos. No caminho liguei à minha irmã porque tínhamos estado a falar por mensagens até tarde e sabia que iria estar acordada. Contei-lhe a novidade meia a gritar ao telefone. 
Chegámos ao hospital e eu continuava a deixar um rasto de líquido amniótico por onde quer que passasse. Por mais estúpido que possa parecer agora, essa era a minha principal preocupação na altura. Virava-me para o Mr. Right toda preocupada “Alguém vai ter que limpar isto tudo, já viste?”. Lá me chamaram para ser examinada e foi então que percebi que tinha que ficar já internada e que ele não podia ficar comigo. Despedi-me dele. Ia ficar sozinha até ir para a Sala de Partos. De repente o meu coração ficou mais apertadinho e só queria que esse momento chegasse rápido para poder voltar a dar-lhe a mão e senti-lo ao meu lado. Não ia conseguir fazer aquilo sozinha. 
Depois de ser observada disseram-me que apesar de me terem rebentado as águas ainda não tinha entrado em trabalho de parto. Ainda estava nos inícios da dilatação e podia ser um processo demorado. Fui para o quarto e começaram a dar-me comprimidos para induzir o parto. De x em x tempo lá vinha a enfermeira examinar-me (o famoso toque que mais parece que te estão a arrancar as tripas fora tal são as dores) e dar-me mais um comprimido. Não conseguia estar parada. Ora ia para cima da bola fazer exercício, ora ia caminhar, ora ia tomar um banho. Lá chegaram as amigas contrações, essas vacas. Peço desculpa, mas não há outro nome para elas. O tempo passava, as dores eram cada vez mais fortes mas a dilatação não aumentava. As horas iam passando, as enfermeiras iam trocando turnos e eu já era mais conhecida que o tremoço. Lá entrava a enfermeira no quarto "Ainda cá está?" (Acho que já andavam nas apostas).
Sempre referi, ao longo da minha gravidez, que gostava de ter um parto natural, mas depois de tantas horas e tantas dores, quando finalmente me disseram que podia tomar a anestesia epidural, não hesitei! Estava cheia de dores, num quarto de hospital, sozinha, sem poder ver o meu namorado e só queria que aquilo terminasse. Cheguei ao hospital às 5h da manhã de domingo e tomei a epidural nesse domingo às 23h55 (19 horinhas depois). Sim, lembro-me da hora porque era para o relógio para onde estava a olhar e a agradecer aos céus enquanto me espetavam uma agulha na lombar! Se a epidural doi? Sentem-se os chamados vidrinhos sim mas, amigas, comparado com as dores das contrações são "peaners" , como diria o Jorge Jesus! 
Passaram uns minutos e tudo mudou. As dores desapareceram. Parecia um milagre! O Mr. Right entrou na sala de partos e só me apetecia chorar de felicidade. Depois de tantas horas já não tinha dores e tinha-o ao meu lado. Agora sim ia ter força para trazer o nosso bebé ao mundo. Eu estava estoirada e ele morto de sono, por andar casa-hospital-casa, então fomos tentar dormir. Bom, eu tentei, ele dormiu. A minha última noite enquanto grávida foi passada a ouvi-lo ressonar no cadeirão, ao mesmo tempo que ouvia outras mulheres a parir nas salas ao lado. “Está a ser uma noite complicada” disse eu à enfermeira quando esta entrou na minha sala de partos. “Por aqui também não está fácil” respondeu ela a olhar para o Mr. Right a ressonar. Mas eu não me importava. Estava demasiado ansiosa para dormir. Ao ouvir aquelas mulheres, que não conhecia de lado nenhum, só pensava na força que nós temos e do que somos capazes. Na força da natureza humana. Depois dos gritos da mãe, vinha o choro do bebé. E lá estava eu a chorar. E o outro sempre a dormir. 
Dia seguinte e nada. “Ainda não tem dilatação suficiente” diziam as enfermeiras. As dores começaram a voltar. A Médica Anestesista voltou para me dar outra dose mas avisou-me que seria mais pequena que a primeira vez. Torci o nariz mas lá me senti um bocado aliviada. As horas passavam e as dores eram cada vez mais fores. Como no dia anterior. Ou piores. Não podiam fazer mais nada, não podiam dar-me mais nada, ou eu não ia ter forças para puxar. Nããããão. As contrações eram mais fortes. Posso ter uma cesariana? POR FAVOR?

Senti cada contração, cada fisgada de dor. Não foi bonito. O Mr. Right que o diga, coitado. Ia-me refrescando a cara com compressas com água. “TIRA-ME ISSO!”. Lá tirava ele. Passado um minuto, “DÁ-ME ÁGUA!”. Lá punha ele outra vez. Descarreguei nele, sim. Não é para isso que os homens são autorizados a assistir aos partos?! E claro que cometeu o erro mais crasso de todos. O erro do “está quase”. Tinha sido avisado nas aulas de preparação para o parto mas mesmo assim saiu-se com essa. “MAS ESTÁ QUASE O QUÊ, CALA-TE, QUERES VIR TU PARA AQUI?!". Mais dores. Estava numa fase em que só queria que aquilo terminasse. Podemos cancelar isto e continuo grávida para sempre? Gritei, gritei muito. E não tenho problema nenhum em admitir. Chegou a hora. “Já se vê a cabeça!”. “GRAÇAS-A-DEUS”. Não ia ser assim tão fácil. O bebé não ia conseguir passar, iam ter que usar a ventosa. Entre muitos puxos, gritos e forças, às 18h37 a médica gritou “É uma menina!”. Uma menina! Sim, porque nós optámos pelo efeito surpresa e não quisemos saber o sexo do bebé até ao parto. A nossa Mel tinha nascido e era a bebé mais bonita do mundo. Estava tão, tão feliz. Olhei para o Mr. Right com o coração a transbordar de amor. Ele devolveu-me um olhar pálido, muito pálido e disse “Acho que agora preciso de ir fumar um cigarro”.

Rita




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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O Parto

Sábado à noite. As minhas sobrinhas mais novas tinham vindo cá a casa para fazermos uma das nossas sessões de cinema. Daquelas em que planeamos ver uma série de filmes para finalmente fazermos “aquela directa cinematográfica” mas ao fim de dois filmes já estamos a bocejar em coro. Quando a primeira cai para o lado no sofá, as outras duas resistentes encontram a desculpa perfeita para irem diretas para o cochilo. 
Era uma dessas noites de raparigas, com muita pipoca e coca-cola à mistura, e o Mr. Right estava a trabalhar. Chegou a casa pelas 2h da manhã e ficou surpreendido por ainda estarmos de olhos postos na TV (Ah pois, era desta que íamos conseguir). Depois de passear o Artur, foi-se deitar. 
Às 4h00 da manhã a primeira de nós fraquejou e caiu no sono (bolas!). Eu e a sobrinha resistente olhámos uma para a outra. As duas quase a precisar de pôr palitos nos olhos mas sem querer admitir. Ainda vimos mais quinze minutos de filme quando nos virámos uma para a outra “isto sem ela não tem piada” “pois não!”. Toca a desligar tudo e xixi cama. Aterrei que nem um patinho.
Acordo com uma vontade gigante de fazer xixi (algo muito invulgar para uma grávida… not!). Olho para o telemóvel: 5h da manhã. Boa, Rita, conseguiste aguentar uma hora. Mas não era só isso. Estava toda ensopada. Não queria acreditar que tinha feito xixi na cama. Que vergonha. Vergonha nada, estava grávida, tinha desculpa. Que vergonha. Lá me levantei e fui direta para a casa de banho. Depois de fazer xixi vi que algo não estava bem e percebi então o que se estava a passar (obrigada aulas de preparação para o parto). 
Tinham-me rebentado as águas! Oh meu deus! Quinze dias antes? E agora? Não, não pode ser, ainda tenho muita coisa para fazer antes de ter a criança. Ainda nem recebi as fotografias da minha sessão fotográfica de grávida! Oh meu deus. Não estou preparada, nem sequer tenho a mala da maternidade feita! Sim, meus caros, é verdade. Estava com 38 semanas e ainda não tinha a mala pronta. “Já tenho tudo, é só pôr na mala”, “Tenho tempo”, “Vou fazer amanhã” era o que ia dizendo sempre que me perguntavam e me davam na cabeça quando ouviam a resposta. O que é certo é que o momento chegou e eu não tinha as coisas prontas. 
Bom, tinha que contar a boa nova ao pai!! Toca a controlar a torneira amniótica para não inundar a casa (aos mais sensíveis, isto faz parte da natureza humana) e vamos acordar o Mr. Right. 

Eu: “Amor, Amor! Acho que me rebentaram as águas!” 
Mr. Right: “O quê?”
Eu: “Rebentaram-me as águas!!”
Mr. Right: “Tens a certeza?”
Eu: “Tenho! Mas podes ir ver o lago na casa de banho”
Mr. Right: “Oh meu deus!! Não fizeste a mala, Rita”
Eu: “Já seeeeeei”

Toca a fazer a mala. Lista. Caneta. Põe na mala e risca. Primeiro as coisas do bebé, depois as minhas. Já está tudo. Ok. É preciso avisar as miúdas. 
Vou ter com elas (não sei como é que ainda estavam a dormir com a histeria). Acordo uma primeiro “Linda, rebentaram-me as águas! Vou ter que ir com o tio para o hospital. Está tudo bem. Ficas aqui com a prima, ok?” “A sério? Oh meu deus! Corra tudo bem! Dá notícias!”. Acordo a outra e digo o mesmo. Responde “Hmmm”, vira-se para o outro lado e continua a dormir. Ok…

À saída de casa:

Eu: Vamos de carro?
Mr. Right: Queres ir como, a pé?
Eu: Mas assim vou molhar o carro todo… 
Mr. Right: Cala-te e entra




CONTINUA…




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